A primeira reunião do Instituto Histórico e Geográfico de Guaçuí (IHGGES) em 2026 reuniu, na noite desta segunda-feira (23), membros da entidade para discutir uma agenda ampliada de preservação da memória e incentivo à educação patrimonial no município. O encontro, realizado às 19h na sede da 6ª Subseção da OAB-ES, marcou o início de um ciclo de ações que aproximam o instituto da comunidade jurídica e reforçam a relação entre História, cidadania e instituições públicas. Apesar da forte chuva que atingiu a cidade e dificultou a presença de alguns integrantes, os presentes avançaram em deliberações consideradas estratégicas para o ano.
A presidente do IHGGES, professora Márcia Sardenberg Ferraz Moulin, avaliou a reunião como produtiva e destacou que, mesmo com quórum reduzido, a pauta foi integralmente cumprida. Ela classificou o encontro como um ponto de partida para um calendário robusto. “A forte chuva atrapalhou a ida de muitos membros, porém a pauta foi cumprida e muito mais ficou acordado pelos presentes”, afirmou.
Entre os temas discutidos, uma das iniciativas mais relevantes será o requerimento da Tribuna Livre da Câmara Municipal de Guaçuí. A proposta visa apresentar preocupações sobre monumentos históricos, casarios antigos, preservação do patrimônio e a crescente ocupação desordenada dos espaços públicos. Para o Instituto, esse diálogo institucional é fundamental para reforçar a responsabilidade do poder público com a memória e o ordenamento urbano.
Outra frente destacada na reunião é a elaboração de um projeto voltado ao programa “OAB na Escola”, já desenvolvido com sucesso pela 6ª Subseção. A ação prevê levar às escolas do município atividades educativas sobre monumentos históricos, incentivando estudantes a reconhecer, preservar e valorizar o patrimônio local. A presidente do IHGGES ressaltou que a conscientização das novas gerações tem impacto direto no desenvolvimento turístico e cultural do município.

O calendário de 2026 também incluirá palestras mensais, com especialistas do próprio Instituto e convidados externos. Essa estratégia busca dinamizar o debate histórico e ampliar a troca de conhecimentos, fortalecendo o papel do IHGGES como centro de produção e difusão cultural. A primeira palestra do ano já está agendada: ocorrerá em 13 de abril, na sede da 6ª Subseção, com a presença do Dr. João Gualberto Vasconcellos, professor emérito da Ufes, com densa pesquisa sobre o fenômeno do coronelismo no Espírito Santo.
Em outra iniciativa relevante, o Instituto prevê o lançamento, ainda neste ano, do livro do pesquisador Marcos Mendonça, composto por entrevistas realizadas com Luiz Ferraz Moulin, fundador do IHGGES em 2008. O material é tratado como documento histórico de grande valor, por resgatar memórias e contextos que marcaram a formação do próprio Instituto. A possibilidade de publicação de uma revista do IHGGES, reunindo crônicas, poesias, pesquisas e estudos históricos, também voltou ao debate.
O encontro terminou com um coquetel de confraternização, gesto que reforçou o espírito de pertencimento entre os membros do IHGGES. Para Márcia Moulin, o sentimento é de entusiasmo e responsabilidade. “Feliz pela produtiva reunião, agradecida aos participantes. Agora é fazer acontecer. Contamos com o apoio de todos os membros”, afirmou.
A realização da reunião na sede da OAB Guaçuí foi destacada pelo presidente da 6ª Subseção, o advogado Luiz Bernard Sardenberg Moulin. Para ele, a parceria evidencia o papel da advocacia na preservação da história e da identidade do município. “Receber a reunião do Instituto Histórico e Geográfico de Guaçuí na sede da 6ª Subseção da OAB/ES é algo que tem um significado muito especial, porque demonstra que a advocacia também deve estar comprometida com a preservação da memória, da identidade e da cultura da nossa cidade”, declarou.
O presidente ressaltou ainda que o trabalho do IHGGES contribui para resgatar a trajetória que moldou a vida política, social e institucional de Guaçuí. “Guaçuí possui uma história rica, construída por gerações que ajudaram a formar o seu patrimônio humano, político, cultural e institucional, e o trabalho desenvolvido pelo Instituto é essencial exatamente para que essa trajetória não se perca com o tempo”, afirmou.
A interlocução entre o IHGGES e a OAB local vem se fortalecendo nos últimos anos, como registrado em reportagem publicada na primeira edição da revista Advocacia Caparaó. A publicação destacou o papel do Instituto como guardião da memória regional e a importância da aproximação com a comunidade jurídica, especialmente em temas como organização territorial, patrimônio histórico e políticas públicas. A reunião desta semana reafirma esse movimento, consolidando a Ordem dos Advogados do Brasil como espaço de acolhimento institucional e debate cívico.















