O desaparecimento do advogado Antônio Carlos Veiga de Freitas, de 27 anos, mobiliza autoridades policiais, a Ordem dos Advogados do Brasil e a advocacia regional desde a tarde desta segunda-feira (27). Vinculado à 6ª Subseção da OAB-ES, com atuação concentrada na região de Guaçuí e municípios vizinhos, ele foi visto pela última vez após participar, no último final de semana, de um evento de música eletrônica em Vila Velha.
De acordo com informações confirmadas pela Ordem, o advogado esteve na chamada “Fazenda Camping”, localizada na região da Barra do Jucu, onde participava de uma festa iniciada no sábado e que avançou até o domingo. O caso ganhou contornos mais graves quando o veículo do advogado foi localizado no estacionamento do evento, com o aparelho celular e documentos pessoais guardados no interior, sem qualquer sinal de seu paradeiro.
Relatos colhidos no local indicam que o advogado teria sido visto pela última vez ainda nas dependências da fazenda e, posteriormente, nas imediações da rodovia que liga a região à área urbana de Vila Velha. Há também informações de testemunhas que afirmam tê-lo visto caminhando próximo ao pedágio de Guarapari, na Rodovia do Sol, já nesta terça-feira (28), hipótese que passou a integrar a linha de apuração da polícia.
A Polícia Civil do Espírito Santo iniciou diligências ainda no domingo, com apoio de equipes de busca. Até o momento, não há confirmação sobre o que teria motivado o desaparecimento nem indícios conclusivos, mantendo o caso em aberto e sob investigação contínua.

A mobilização institucional ganhou força na segunda-feira (27), quando o cartaz de desaparecimento começou a circular entre advogados da subseção por meio de grupos de mensagens. A região atendida pela 6ª Subseção, que inclui os municípios de Guaçuí, Dores do Rio Preto, Apiacá, Bom Jesus do Norte, Divino de São Lourenço e São José do Calçado, rapidamente se engajou na tentativa de reunir informações que pudessem auxiliar nas buscas.
Em declaração divulgada nesta terça-feira, o presidente da 6ª Subseção, Luiz Bernard Sardenberg Moulin, afirmou que a advocacia local acompanha o caso com expectativa. “Estamos todos acompanhando de perto, juntamente com a presidente Érica Neves, as buscas e investigações feitas pela Polícia Civil de nosso Estado. A advocacia da subseção tem a forte esperança de que teremos um desfecho feliz e satisfatório para a família e a comunidade de Guaçuí”, disse.
A presidente da seccional, Erica Neves, também se manifestou publicamente, reforçando o apelo por colaboração da sociedade. Em vídeo divulgado nas redes sociais, ela classificou o caso como “uma situação triste” e afirmou que a entidade está atuando junto às autoridades para contribuir com a investigação. “Peço que qualquer informação seja encaminhada para o telefone 181 ou pelos canais indicados. Vamos fazer de tudo para contribuir com as investigações e para que esse colega seja encontrado”, declarou.
Familiares e amigos permanecem na região onde ocorreu o desaparecimento, acompanhando de perto os trabalhos das equipes de busca. A esposa do advogado relatou que há informações desencontradas sobre possíveis avistamentos, mas até o momento nenhuma delas foi confirmada pelas autoridades, o que amplia o clima de apreensão.
As autoridades reforçam que qualquer informação pode ser determinante para o desfecho do caso. Denúncias podem ser feitas de forma anônima por meio do Disque-Denúncia 181, pelo CIODES (190), pelo canal direto da delegacia responsável, pelo telefone (27) 99849-4240 ou no WhatsApp da 6ª Subseção, por meio do número (28) 99926-9261.
Fotos: Arquivo pessoal/Instagram















