Peixoto & Cury celebra 78 anos com debate sobre segurança jurídica em cenário adverso

O escritório Peixoto & Cury Advogados celebrou seus 78 anos com um evento exclusivo para sócios e clientes no Qoya Hotel São Paulo, nesta quarta-feira (7/10). O encontro reuniu cerca de 100 convidados para debater a segurança jurídica no atual panorama político e econômico, além das perspectivas para a democracia e a atuação da advocacia diante desse cenário.

ReproduçãoDa esquerda para a direita: Marcel Tadeu Alves da Silva, Claudia Soares Garcia, Poliana Banqueri, Antonio Carlos Aguiar, Carlos Alberto Reis de Paula, Gisela Freire, José Alcides Montes Filho e Jorge Cavalcanti Boucinhas Filho.

A abertura do evento ficou a cargo do jurista e professor Oscar Vilhena, que traçou uma análise profunda sobre a crise da segurança jurídica e os desafios democráticos no Brasil, contextualizando a ascensão de novas forças políticas nos cenários nacional e global.

Vilhena examinou a transformação institucional do Supremo Tribunal Federal desde a promulgação da Constituição de 1988, abordando o fenômeno do backlash (reação institucional) sofrido pela corte e os reflexos da polarização e do atual perfil do Congresso Nacional no equilíbrio entre os poderes.

Desafios e o futuro da advocacia trabalhista

Na sequência, o sócio Antônio Carlos Aguiar liderou um painel focado na atuação da advocacia trabalhista perante aos tribunais e as cortes superiores. O debate contou com a participação dos sócios Gisela Freire, José Alcides Montes Filho, Jorge Cavalcanti Boucinhas Filho e do ex-ministro e ex-presidente do Tribunal Superior do Trabalho Carlos Alberto Reis de Paula, também sócio do escritório.

Durante a discussão, Gisela Freire apontou que a imprevisibilidade e a instabilidade jurisprudencial, intensificadas pelo avanço tecnológico e pelo volume inédito de novos precedentes, configuram o maior desafio contemporâneo da área. Os sócios convergiram que o perfil do advogado atual exige a combinação de rigor técnico contínuo e habilidade de articulação institucional para dialogar com eficácia junto a ministros e desembargadores.

Os sócios enfatizaram, ainda, que o momento atual abre uma oportunidade histórica para que a advocacia e a sociedade civil participem diretamente da construção do direito e da formação de novas teses jurídicas.

Tecnologia e cultura

A modernização do escritório também foi destaque no painel conduzido pelos sócios Claudia Soares Garcia, Ricardo Cleber Zangirolami, Rinaldo Cesar Zangirolami, Poliana Banqueri e Marcel Tadeu Alves da Silva. Os profissionais detalharam os investimentos do escritório em plataformas tecnológicas voltadas à otimização de dados e à racionalização do atendimento ao cliente. Segundo os sócios, o uso dessas ferramentas tem sido fundamental para respaldar tomadas de decisão estratégicas com base em tendências de mercado e análise conjuntural.

ReproduçãoDa esquerda para direita: professor Oscar Vilhena Vieira, Paulo Otto Romanoschi, José Alcides Montes Filho, Jorge Cavalcanti Boucinhas Filho e Ricardo Cleber Zangirolami

Poliana Banqueri destacou a base da cultura organizacional do Peixoto & Cury, sustentada pelos pilares dos “Cinco Es”: Exceder expectativas, Engajamento, Excelência, Empatia e Experiência. O encerramento foi conduzido por Antonio Carlos Aguiar, que celebrou o alto nível dos debates e enalteceu a trajetória de solidez e capacidade de adaptação do escritório ao longo de quase oito décadas de história.

Quase oito décadas de tradição corporativa

Fundado em 1948, o Peixoto & Cury Advogados consolidou-se como uma das bancas mais tradicionais do país no modelo full service, com foco voltado ao Direito Empresarial. Ao completar 78 anos, o escritório reafirma sua atuação estratégica na consultoria preventiva e no contencioso complexo, atendendo a grandes companhias nacionais e multinacionais em sintonia com as transformações jurídicas e econômicas do Brasil.

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