A 6ª Subseção da OAB-ES anunciou nesta terça-feira (31) a suspensão temporária das atividades administrativas nos próximos dias 2 e 3 de abril. A medida, alinhada à celebração da Semana Santa, afetará diretamente o atendimento presencial e os serviços internos da unidade, exigindo atenção redobrada de advogados e advogadas que dependem da estrutura local para demandas administrativas.
O recesso, segundo a diretoria, não decorre de decisão isolada, mas de previsão estabelecida em convenção coletiva de trabalho dos funcionários da Ordem. Trata-se, portanto, de uma interrupção previamente planejada, inserida no calendário institucional e respaldada por normas que regem o funcionamento administrativo das subseções.
De acordo com o presidente da 6ª Subseção, o advogado Luiz Bernard Sardenberg Moulin, a medida atende a critérios de regularidade administrativa e organização interna. “O fechamento da subseção nos dias 2 e 3 de abril (Semana Santa) é uma medida oriunda de convenção coletiva dos funcionários da Ordem, previamente organizada, dentro da regularidade administrativa, para adequação do funcionamento interno da Subseção”, afirmou.
Além do aspecto administrativo, a decisão também considera o significado simbólico e cultural do período. A Semana Santa, tradicionalmente marcada por celebrações religiosas em todo o país, influencia o funcionamento de instituições públicas e privadas, especialmente em cidades do Caparaó capixaba, onde o calendário litúrgico mantém forte presença no cotidiano social.
Na mesma manifestação, o presidente Luiz Moulin destacou o caráter reflexivo do período, ressaltando valores associados à data. “Este também é um período importante no calendário religioso, de profunda reflexão, recolhimento e renovação espiritual. É um momento em que valores como fé, esperança, humildade e fraternidade ganham ainda mais sentido”, declarou, ao contextualizar a decisão no plano institucional e humano.
Para a advocacia regional, o impacto prático da suspensão exige planejamento prévio, sobretudo em relação a prazos, retirada de documentos e utilização de serviços administrativos que dependem da estrutura física da subseção. Embora o recesso não interfira diretamente no andamento de processos judiciais eletrônicos, ele pode afetar rotinas que ainda demandam suporte institucional local.
A diretoria também ressaltou o reconhecimento ao trabalho das colaboradoras responsáveis pelo atendimento cotidiano da subseção, indicando que o período funcionará como descanso compensatório. Segundo explicou o presidente Luiz Moulin, “nossas queridas colaboradoras Priscila e Viviane, que exercem suas funções com elevado senso de responsabilidade, cordialidade e compromisso diário com a advocacia da região, terão um merecido descanso”.
A suspensão temporária dos serviços insere-se em um padrão recorrente de interrupção do funcionamento institucional durante feriados religiosos de grande relevância, refletindo tanto obrigações trabalhistas quanto tradições culturais. Para advogados e advogadas de Guaçuí, Dores do Rio Preto, Apiacá, Bom Jesus do Norte, Divino de São Lourenço e São José do Calçado, a orientação é antecipar demandas administrativas e acompanhar os canais oficiais da subseção para eventuais atualizações sobre o retorno das atividades, previsto para a semana seguinte.















